DEFINIÇÕES E NOÇÕES BÁSICAS
AERÓDROMO
Área destinada a pouso, decolagem e movimentação de aeronaves (aviões e
helicópteros).
AERÓDROMO PRIVADO
Aeródromo que só poderá ser utilizado com permissão de seu proprietário.
AERÓDROMO PÚBLICO
Aeródromo destinado ao tráfego de aeronaves em geral.
AERÓDROMO TRANSITÓRIO
Aeródromo para uso provisório, cuja a implantação visa atender situações
específicas, de emergência ou de calamidade.
AEROPORTO
Aeródromo público dotado de instalações e facilidades para apoio às operações de
aeronaves e de embarque e desembarque de pessoas e cargas.
AERONAVES
HELIPONTO
Área utilizada para pousos e decolagens de helicópteros.
HELIPONTO ELEVADO
Heliponto construído sobre edificações.
HELIPONTO PRIVADO
Heliponto que só poderá ser utilizado com permissão de seu proprietário.
HELIPONTO PÚBLICO
Heliponto destinado ao tráfego de helicópteros em geral.
HELIPORTO
Heliponto público dotado de instalações e facilidades para apoio às operações de
helicópteros e de embarque e desembarque de passageiros.
ÁREA DE POUSO E DECOLAGEM OCASIONAL (APDO)
Heliponto que pode ser utilizado, em caráter temporário, mediante autorização prévia,
específica e por prazo limitado.
ÁREA DE POUSO E DECOLAGEM DE EMERGÊNCIA (APDE)
Heliponto elevado cuja a utilização é prevista única e exclusivamente para casos de
emergência ou calamidade.
Aeroportos e heliportos são empreendimentos exclusivamente públicos, construídos,
mantidos e administrados, direta ou indiretamente pela união, através do Comando da
Aeronáutica.
Aeródromos e helipontos também podem ser públicos, mas normalmente são empreendimentos
privados que decorrem da iniciativa e necessidade privadas.
Como um aeroporto também é um aeródromo, assim como um heliporto também é um
heliponto, os termos aeródromo e heliponto são utilizados genericamente, também para
referir aeroporto e heliporto, por serem mais abrangentes.
A implantação e a operação, em qualquer dos casos acima, ocorre sob legislação
específica do Comando da Aeronáutica, acarretando que seu projeto seja submetido a um
processo de autorização da construção e abertura ao tráfego aéreo.
Fases Recomendadas Para Implantação de Um Aeródromo ou Heliponto.
A adequação da superfície para assentamento da implantação e a interface com a
geografia e empreendimentos locais, no que diz respeito a dimensões, resistência do
piso, obstáculos e instalações complementares, é específica para cada local,
ensejando estudos preliminares para definir sua viabilidade. Estes estudos demandam
um levantamento planialtimétrico, bem como sondagens e ensaios de solo.
Uma vez definida como viável a implantação do aeródromo ou heliponto, o próximo passo
é a elaboração de um projeto, a ser submetido a aprovação do Comando da
Aeronáutica, para obter a autorização de sua construção.
Após a construção, o aeródromo ou heliponto é objeto de inspeção por equipe
do Comando da Aeronáutica, visando sua abertura ao tráfego aéreo através de sua
homologação (se público) ou registro (se privado) no cadastro regional de aeródromos e
helipontos.
Após aberto ao tráfego aéreo, o aeródromo ou heliponto passará a ser operado e
explorado de acordo com a finalidade para a qual foi concebido e construído.
Evidentemente, a operação e a exploração são atividades que dependem das intenções
de seus idealizadores e proprietários.
Um heliponto pode ser implantado, inicialmente, sob a denominação de área de pouso e
decolagem ocasional (APDO), assim como um aeródromo pode ser implantado como aeródromo
transitório. Ambos têm processos de aprovação abreviados, visando atender
urgências de utilização, previstas para certos casos. Entretanto, a operação de APDO
ou de aeródromos transitórios é limitada a aeronaves específicas, em
condições diurnas e por um período de tempo, dentre outras restrições.
Pelas razões precedentes, para a implantação de qualquer aeródromo ou heliponto, é
recomendado que a abordagem seja feita pelas seguintes fases:
Estudos Preliminares.
Elaboração do Projeto.
Autorização do Comando da Aeronáutica Para a Construção.
Construção.
Homologação ou Registro.
Operação/Exploração
FATORES QUE CONDICIONAM A IMPLANTAÇÃO DE AERÓDROMOS E HELIPONTOS
A implantação de um aeródromo ou heliponto é condicionada, podendo sofrer
restrições, pelo espaço aéreo sobrejacente, obstáculos circunvizinhos, aproveitamento
do solo adjacente, bem como pela natureza, dimensões e resistência da superfície da
pista (no caso de aeródromos) ou da área de pouso e decolagem (no caso de helipontos).
Estes fatores não só limitam os tipos de aeronaves e os tipos de operações, como
também implicam na criação de Zonas de Proteção e Zoneamento de Ruído, que deverão fazer parte do
projeto.